
A sensação de incapacidade invade durante essas semanas de espera: o que você pode fazer além de aguardar? Algumas pessoas entram em desespero imaginando o pior. Outros ficam despreocupados totalmente, como se já estivessem aprovados. Alguns, indiferentes. Mas o melhor é assumir todas essas posturas.
Ser otimista ao extremo pode ser muito prejudicial. Imagine que você está superconfiante (alguém me ajuda com essa nova ortografia? =S ) e que está com tudo pronto para entrar na universidade. Já disse a todos que está esperando a aprovação. Se você tiver um senso de realidade falso, sinto dizer, você está em maus lençóis. Uma das nossas maiores fontes de sofrimento, o que Sêneca já disse à humanidade há muitos de anos, é ter nossas expectativas frustradas. A vergonha toma conta por ter sido otimista demais e, além disso, não ter um bom plano B em mãos.
Nisso, entra o pessimista. Este imagina que tudo vai dar errado. Às vezes, todos dizem que ele foi bem, mas ele não acredita em si mesmo. Pode ter gabaritado uma ou outra matéria, mas não acha suficiente. Seu senso de realidade, assim como de muitos vestibulandos, pode também ser falso.
Mas, o que não é adequado é se desinteressar totalmente, afinal, muita coisa está em jogo. É uma idade para ter responsabilidades e, ignorar o que vem a frente é omissão, além de um possível sinal de que algo está errado. Ficar encanado demais também, é bobagem.
Bom, imagine agora que você pense de duas maneiras: otimista e pessimista. Faça planos para o que acontecer em qualquer um dos casos. A segurança vai tomar conta. Imagine como

Voltando a pergunta do início: será que tudo iria ser como eu havia planejado? Pode ser que não. Por isso, precisamos estar atentos para os imprevistos. Isso não vale só para o vestibular. Encontramos muitas bifurcações no nosso caminho profissional e pessoal e devemos estar prontos para seguir qualquer uma das estradas, pois a que mais queremos pode se fechar. Não se desesperem, caros leitores, e tenham paciência e sabedoria.